MINISSÉRIE MADIBA (2017)
Dirigido por Kevin Hooks (Dirigiu Prison Break)
Roteiro Adaptado por Nigel Williamson, Greg Beer, Paul Webb, Jane Maggs, Jaime Eser e Kathleen McGhee-Anderson, adaptado dos livros autobiográficos Coversations with myself e Nelson Mandela By hinself.
Filmado na África do Sul
Números de Episódios: 3
Temporada: 1
País de origem: EUA
Duração de 50 minutos
Com Laurence Fishburne (indicado ao OSCAR 1994 de melhor ator por TINA), Orlando Jones, David Harewood, Terry Pheto, Michael Nyquist.
Com a exuberante trilha sonora composta pelo talentoso Todor Kobakov, a produção que tinha tudo para dar certo,não decepciona, mas fica bem abaixo do que é no mínimo exigido para prender o telespectador : a emoção na narrativa (cenas com planos autorais).Pois que adianta ter em mãos um elenco com vontade de atuar,mas conceber a todos eles, personagens rasos em uma trama digna do questionamento em relação do que de fato é real e o que de fato é ficção.
(Imagem divulgação)
A minissérie tenta focar na trajetória de Nelson Mandela (interpretado com muito realismo por Fishburne),que era chamado (e é ainda) por seus seguidores de Madiba,que desde os tempos sombrios de luta contra a desonesta e humilhante segregação racial até o sua passagem pela presidência da África do Sul.
Infelizmente uma história de superação e vontade de ver o próximo livre é mostrada de forma não dramática e beirando ao comodismo (falas e o jeitos da maioria dos personagens farão lembrar de insossas séries de tv),pois o regime cruel e desonesto,chamado Apartheid durou até 1994,época essa onde negros já tinham conquistados vários benefícios iguais aos brancos,como entrar e sair de restaurantes e poder cursar em diversas faculdades, embora neste mesmo tempo e hoje é claro,há ainda uma completa barreira de discriminação racial,seja nas ofensas racistas na internet ou em casos reais de apologia ao ódio promovido por simpatizantes do Neonazismo. Mas os 6 roteiristas de MADIBA parecem viverem em outro mundo,ao optarem por discussões poucas motivacionais e por não se basear por completo na vida de Nelson Mandela (já interpreta por Morgan Fremann em IVICTUS de 2009 e por Idris Elba em 2013 em MANDELA de 2013),o resultado é uma direção repleta de uma montagem rápida (tentando filmar o rosto de quem dita os diálogos), ficando parecido com aquelas produções do canal Life Time, onde só existe os planos fechados(filmando de perto as pessoas) e o aberto (filmado de longe os diversos personagens que entram e saem de cena,sem se destacarem).
A minissérie foi o último trabalho do ator Michael Nyquist, que tinha feito Missão Impossível: Protocolo Fantasma de 2012,se no filme protagonizado por Tom Cruise e Jeremy Renner, ele atuava bem, aqui ele pouco tem o que fazer, por causa do roteiro e de uma direção mais rígida.
Há imagens de arquivos reais que não combinam com a fotografia que a minissérie utiliza,dando um não clímax, que dependendo das cenas (que irão emocionar alguns) não colaboram para homenagear todas as vítimas assassinadas e as vivas (que sofrem com o trauma por causa do julgamento por conta do tom de pele).
MADIBA tinha um longo e bem excelente caminho a percorrer,mas optou por tirar o realismo exemplar da história (onde tem muitas histórias de como era de fato o regime de racismo e segregação, seja nos livros de quem viveu ou nas lembranças de historiadores),sendo assim fadada ao esquecimento, deixando o caminho livre para mais adaptações reais e eficazes para os diretores que desejam fazer as pessoas pararem para refletir e olharem sem julgamento inútil ao próximo.
NOTA : 4,5 (Regular)
Roteiro Adaptado por Nigel Williamson, Greg Beer, Paul Webb, Jane Maggs, Jaime Eser e Kathleen McGhee-Anderson, adaptado dos livros autobiográficos Coversations with myself e Nelson Mandela By hinself.
Filmado na África do Sul
Números de Episódios: 3
Temporada: 1
País de origem: EUA
Duração de 50 minutos
Com Laurence Fishburne (indicado ao OSCAR 1994 de melhor ator por TINA), Orlando Jones, David Harewood, Terry Pheto, Michael Nyquist.
Com a exuberante trilha sonora composta pelo talentoso Todor Kobakov, a produção que tinha tudo para dar certo,não decepciona, mas fica bem abaixo do que é no mínimo exigido para prender o telespectador : a emoção na narrativa (cenas com planos autorais).Pois que adianta ter em mãos um elenco com vontade de atuar,mas conceber a todos eles, personagens rasos em uma trama digna do questionamento em relação do que de fato é real e o que de fato é ficção.
(Imagem divulgação)
A minissérie tenta focar na trajetória de Nelson Mandela (interpretado com muito realismo por Fishburne),que era chamado (e é ainda) por seus seguidores de Madiba,que desde os tempos sombrios de luta contra a desonesta e humilhante segregação racial até o sua passagem pela presidência da África do Sul.
Infelizmente uma história de superação e vontade de ver o próximo livre é mostrada de forma não dramática e beirando ao comodismo (falas e o jeitos da maioria dos personagens farão lembrar de insossas séries de tv),pois o regime cruel e desonesto,chamado Apartheid durou até 1994,época essa onde negros já tinham conquistados vários benefícios iguais aos brancos,como entrar e sair de restaurantes e poder cursar em diversas faculdades, embora neste mesmo tempo e hoje é claro,há ainda uma completa barreira de discriminação racial,seja nas ofensas racistas na internet ou em casos reais de apologia ao ódio promovido por simpatizantes do Neonazismo. Mas os 6 roteiristas de MADIBA parecem viverem em outro mundo,ao optarem por discussões poucas motivacionais e por não se basear por completo na vida de Nelson Mandela (já interpreta por Morgan Fremann em IVICTUS de 2009 e por Idris Elba em 2013 em MANDELA de 2013),o resultado é uma direção repleta de uma montagem rápida (tentando filmar o rosto de quem dita os diálogos), ficando parecido com aquelas produções do canal Life Time, onde só existe os planos fechados(filmando de perto as pessoas) e o aberto (filmado de longe os diversos personagens que entram e saem de cena,sem se destacarem).
A minissérie foi o último trabalho do ator Michael Nyquist, que tinha feito Missão Impossível: Protocolo Fantasma de 2012,se no filme protagonizado por Tom Cruise e Jeremy Renner, ele atuava bem, aqui ele pouco tem o que fazer, por causa do roteiro e de uma direção mais rígida.
Há imagens de arquivos reais que não combinam com a fotografia que a minissérie utiliza,dando um não clímax, que dependendo das cenas (que irão emocionar alguns) não colaboram para homenagear todas as vítimas assassinadas e as vivas (que sofrem com o trauma por causa do julgamento por conta do tom de pele).
MADIBA tinha um longo e bem excelente caminho a percorrer,mas optou por tirar o realismo exemplar da história (onde tem muitas histórias de como era de fato o regime de racismo e segregação, seja nos livros de quem viveu ou nas lembranças de historiadores),sendo assim fadada ao esquecimento, deixando o caminho livre para mais adaptações reais e eficazes para os diretores que desejam fazer as pessoas pararem para refletir e olharem sem julgamento inútil ao próximo.
NOTA : 4,5 (Regular)


Infelizmente a minisserie não me empolgou, pois achei melhor o filme Mandela melhor .
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