FILME O PIANO/The Piano (1993)
Dirigido por Jane Campion
Duração de 121 Minutos/2H1min.
Países de origem: Nova Zelândia, Áustria e França
Distribuição: Paris Filmes
Produção de Jan Chapman
Roteiro de Jane Campion
Música de Michael Nyman
Com Holly Hunter,Hervey Keitel, Sam Neill, Anna Paquin
Gênero: Drama
Orçamento de US$ 7,000,000
Receita de US$ 40,175,856
ONDE ASSISTIR: Grátis no YouTube
A tão solene,ora tão apaixonante trajetória da inquieta Ada McGrath (Hunter dando o melhor de si e talvez por isso ela mereceu todo o reconhecido do passado.),uma mulher que não fala desde os 6 anos de idade que se muda para uma árida e efervescente região de Nova Zelândia, recém-colonizada,em companhia de sua pequena filha,chamada Flora (Paquin em uma atuação moderada mas não digna do OSCAR,ela só ganhou da favorita Winona Ryder,porque seu filme tinha sido indicado na categoria principal, já o da Ryder não), Menina extremamente curiosa,como toda criança e meia chatinha.
(Imagem Divulgação)
A cena sublime e ótima fotografada que inicia o filme,é um prazer para os olhos do espectador que adora paisagens e para aqueles que gostam de locações tão reais que no decorrer das ações, nos coloca lado a lado com os sentimentos da protagonista, essa aliás,chega já esbanjando repúdio ao descer de uma canoa na beira de uma praia exuberante, toda chique ao ser recebida por um grupo de nativos,que trabalham para o seu novo marido,este interpretado com total dedicação por Neill, um sujeito que vive querendo um pouco de afeto dela,que sempre o esnoba. Nem a enteada o trata com total respeito,mas Alisdair Stewart sabe se impor para mostrar para elas quem é o mais autoritário dos três, ele ao descer da canoa,se recusa a transportar o piano (objeto material que está em primeiro lugar na vida de Ada),até a residência deles que fica dentro da floresta, ela usa a linguagem de sinais para o afrontar e sua enteada traduz para ele,tudo o que a mãe diz,porém ele recusa as ordens dela e o seu administrador George Baines (Keitel em uma boa atuação),imediatamente propõe comprar o piano (ele comprou só por estar interessado em Ada),ele promete devolver a ela,caso o ensine a tocar o clássico instrumento, dando aulas todos os dias à ele,em sua cabana,com o tempo,as aulas acabam se tornando encontros sexuais e os dois acabam por porem suas vidas em risco em nome do adultério.
O filme tem cenas confortáveis de nudez, tanto a masculina quanto a feminina,mas tudo é mostrado de forma não ofensiva para quem não está acostumado com filmes mais audaciosos.
Todas as cenas são realizadas de forma sensível e naturais,os planos e enquadramentos são bem feitos,mostrando que a diretora Jane Campion é uma das poucas pessoas cineastas a dar sensibilidade em filmes com assuntos espinhosos, como é o caso de O PIANO, a cena em que Ada receberá uma atitude tão violenta, é feita com total realismo tanto dos atores envolvidos quanto da equipe.
A atmosfera do filme é de que sempre algo de ruim vai acontecer com Ada,tudo do cenário é em cores frias,nada parece ter vida,opção criativa essa,serve para transmitir para o espectador o desconforto e a rejeição da protagonista com sua nova morada.A fotografia sombria e saturada (lembrando o horrível Calígula de 1979) ascenta melhor neste consistente filme do que no outro mencionado acima.
A atriz Anna Paquin tinha 11 anos ao ganhar a estatueta do OSCAR 1994,era seu primeiro filme e ela não pode assistir O PIANO por causa do filme ter nudez,os críticos tinham esperanças que ela se tornasse uma grande atriz, mas após o filme,o único trabalho que lhe gerou alta repercussão foi da série de vampiros True Bloond, onde estranhamente levou o Globo de Ouro 2010 de melhor atriz em série dramática, de lá pra cá, ela enfrenta problemas sérios de saúde e nunca mais recebeu um grande papel no cinema.Em 1994,ela competia na categoria com as atrizes Rosie Perez (indicada merecidamente pelo regular Sem Medo de Viver com Jeff Bridges),a empática Emma Thompson (que foi indicada a melhor atriz por Vestígios do dia e a melhor coadjuvante por Em nome do pai,ela competiu com Hunter nas duas categorias e tinha vencido em 1993 o OSCAR de melhor atriz por retorno a howards end), com Hunter (que soltou um grito de felicidade ao ver que perdeu para uma criança),que fez uma participação marcante em A firma, filme protagonizado por Tom Cruise, e por última a ganhadora do Globo de Ouro daquele ano, a talentosa Winona Ryder (que receberia outra indicação em 1995,depois disso seria presa por roubar mercadorias e ter sua carreira aos poucos se acabando),em uma atuação mais autêntica em A época da inocência(filme que levou apenas o OSCAR 1994 de melhor figurino),na qual sua inoscente personagem acaba se envolvendo com o noivo (Daniel Day-Lewis que fez este filme e foi indicado ao OSCAR 1994 de melhor ator pelo dramático Em nome do pai) de sua irmã (Michelle Pfeiffer que tinha sido indicada no ano anterior por As barreiras do amor),tal atuação de Ryder foi esnobada pelos membros da Academia que preferiram dar a uma criança (que não estava preparada para tanto elogios e cobranças), do que a uma jovem atriz de talento belíssimo.
A diretora foi indicada ao OSCAR e recebeu o prêmio na categoria de roteiro original,ela também foi a primeira mulher a ganhar o Palma de Ouro de Cannes.
(Aulas de piano regada a tentação do adultério)
O filme ganhou o Prix de melhor atriz no festival de Cannes de 1993 e as atrizes Sigourney Weaver, Juliette Binoche e Jennifer Jason Leigh foram pensadas para interpretarem o papel da carismática protagonista.
NOTA DO SITE : 7,2 (BOM FILME)



O filme é perfeito para se ver em dia de chuva.
ResponderExcluirHunter só conseguiu outra aclamação da crítica pelo filme doentes de amor de 2017
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